Pular para o conteúdo principal

Metheglin com Erva Mate



Metheglin é o nome do hidromel temperado com especiarias. Neste hidromel eu resolvi misturar com uma especiaria típica do sul do Brasil, a erva mate. Utilizei duas formas da erva-mate, a erva tostada - que é utilizada para fazer chá-mate -, e a erva-mate tradicional de chimarrão. Eu escrevi um pouco mais sobre erva-mate neste post.





Segue abaixo uma listagem dos ingredientes deste metheglin:
  • 50 g de mate tostado
  • 2kg de mel
  • 3g Actibiol
  • 2g Yeastex
  • 1 pacote D 47 Lalvin
  • 1/2 pacote Red Star Pasteur Champagne


Preparei um chá com os 50 g de mate tostado, que depois adicionei mais água e o mel e mantive por uns 30 minutos a 70oC. Deixei fermentar por dois meses e meio e a FG chegou a menos de 0.990. Com isso, o hidromel ficou com algo em torno de 18 % ABV! Aí eu separei em dois lotes, em um deles eu coloquei 30g de erva mate em dry hopping. E clarifiquei por uma semana próximo de 1oC.


Onde está escrito"shopping", leia-se hopping :-)



O Resultado Final

O resultado ficou excelente. Um vinho de mel bem seco com aroma bem característico de erva mate. O lote que eu fiz o dry hopping ficou parecendo uma mistura de chimarrão e vinho branco com um aroma de mel ao fundo, mas o gosto do álcool ficou muito presente, e virou uma bebida para se degustar aos poucos.

                                                                                                                                                  
Siga-nos no twitter: twitter.com/cervasextremas
Curta-nos no facebook: facebook.com/cervejasextremas

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Braggot

Braggot é o nome do hidromel que leva malte, também chamado de bracket, bragaut e bragawd. A origem dessas curiosas palavras vem do irlandês antigo (brach) ou do galês (brag, bragio) que significa "brotar". O fato do nome vir do galês não significa que eles tenham-na inventado, as origens do braggot são realmente muito antigas, beirando o início da civilização. No entanto, com o tempo o mel se tornou um componente secundário em cervejas e o último reduto em que a cultura do braggot sobreviveu foi no país de Gales. Os galeses eram famosos por suas cervejas com mel até o advento da Revolução Industrial, mas por volta de 1800 as cervejas galesas já não levavam nenhum mel. No Guia BJCP 2015 para Hidromel o Braggot está na categoria M4A , e ali se afirma que a impressão geral da bebida deve ser de um blend harmonioso de hidromel e cerveja, mantendo-se as características distintas de ambos. Uma extensa variedade de resultados é possível a depender do estilo base da cerveja, d...

Introdução

Sempre gostei de uma novidade. Uma bebida diferente, uma comida exótica, uma guloseima recém lançada. Em supermercados eu sempre caio no truque da novidade. É só o departamento de marketing da empresa resolver colocar um NOVO em letras coloridas e garrafais e eu caio que nem um patinho. Compro o produto que depois eu descubro nem ser tão novidade, ou nem ser tão bom assim. Às vezes me dou mal com isso. Lembro quando eu era criança e fiz minha mãe comprar o péssimo Quick Chocolate Branco que tinham acabado de lançar - e o troço era ruim!  Anos depois, quando adolescente, com amigos em um restaurante argentino em Florianópolis, convenci todos a pedir um petisco típico argentino que ninguém conhecesse, mas sem perguntar ao garçom do que se tratava. Pedimos chinchulim, que depois descobrimos tratar-se de intestino delgado assado. Perguntei ao garçom do que se tratava aquele recheio com sabor forte e ele me disse com a voz mais sarcástica: "Não tem recheio". O garçom...

A Cultura do Growler

Fugindo um pouco do assunto cervejas extremas, vou tratar de um assunto que tem ganhado força em terras brazucas, a cultura do Growler. Eu ouvi falar a primeira vez de growler no bar da Brewdog quando morava em São Paulo em 2014 e hoje, pouco mais de dois anos após isso, eu tenho nada menos que seis growlers de dois litros, um de três litros e alguns de um litro. E tenho percebido que a quantidade de opções e lugares onde se pode enchê-los tem crescido exponencialmente... Já li uma crítica à cultura do growler dizendo que é um processo que prejudica as cervejas, não sendo corretamente sanitizado e que permite entrada de oxigênio no processo de envase, a crítica fazia uma analogia a ir em um restaurante de luxo e pedir uma quentinha para viagem e depois a esquentar no microondas ao chegar em casa horas depois. Convenhamos... me pareceu uma crítica um tanto exagerada e injusta. Claro que pode ocorrer a entrada de oxigênio de forma a prejudicar a cerveja, mas não de forma tão exagera...